Dino marca para 13 de fevereiro julgamento do caso de ocultação de cadáver durante a ditadura 

Ministro do Supremo Tribunal Federal pautou o julgamento que vai decidir se a Lei de Anistia, que perdoou crimes políticos cometidos durante a ditadura militar (1964-1985), se aplica aos casos de desaparecidos políticos

Jovem Pan / Jovem Pan*


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pautou o julgamento que vai decidir se a Lei de Anistia, que perdoou crimes políticos cometidos durante a ditadura militar (1964-1985), se aplica aos casos de desaparecidos políticos. A análise foi marcada para o plenário virtual entre 13 e 24 de fevereiro.

No ano passado, os ministros reconheceram a repercussão geral do tema. Com isso, o posicionamento do STF deverá ser seguido por todos os juízes e tribunais do País. Foi o ministro Flávio Dino quem propôs que a Corte se pronuncie sobre a aplicação da Lei da Anistia. Dino argumentou que, nos casos de ocultação de cadáver, o crime “se prolonga no tempo” e, por isso, na avaliação dele, não poderia receber perdão.

“A manutenção da omissão do local onde se encontra o cadáver, além de impedir os familiares de exercerem seu direito ao luto, configura a prática do crime, bem como situação de flagrante”, defendeu.

*Com Estadão Conteúdo


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